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Marraquexe: 11 locais a visitar na Cidade Vermelha

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Já perdi a conta ao número de vezes que estive em Marraquexe (مراكش). Em 2021, vi a cidade praticamente despida de turistas, pois Marrocos tinha acabado de abrir fronteiras após longos meses fechado devido à pandemia. Por outro lado, também já a vi cheia, onde se torna quase impossível percorrer as suas ruas.

Em qualquer dos cenários, Marraquexe é uma das cidades mais vibrantes de Marrocos, e oferece uma experiência que estimula todos os sentidos. Desde o som dos instrumentos tradicionais às cores garridas dos tapetes, passando pelos aromas intensos das especiarias e pelos sabores complexos da cozinha marroquina. Não é, pois, de estranhar que esta seja a cidade marroquina mais visitada por turistas.

Quer seja a primeira visita ou um regresso, há sempre algo para descobrir em Marraquexe. Deixo aqui 11 ideias do que ver e fazer na cidade (e arredores). O ideal será reservar pelo menos 3 dias para Marraquexe, mas em apenas 1 dia já conseguimos sentir a alma da apelidada Cidade Vermelha.

Medina Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

Percorrer a medina de Marraquexe: da Praça Jemaa el-Fnaa aos diversos mercados

A medina (centro histórico) de Marraquexe, declarada Património Mundial pela UNESCO desde 1985, é o coração da cidade. Este labirinto de ruas e ruelas estreitas é inegavelmente fascinante, onde cada esquina revela pequenas surpresas.

1. Jemaa el-Fnaa, ou a praça mais famosa de Marrocos

A Jemaa el-Fnaa (ساحة جامع الفناء) é a praça mais importante da cidade, sendo o centro da vida pública dos habitantes de Marraquexe. Afinal, aqui é onde tudo acontece. Durante o dia, podemos encontrar vendedores de fruta, sumos deliciosos, e algum artesanato.

Também é por aqui, dizem, que andam encantadores de serpentes, contadores de histórias, domesticadores de macacos, tatuadores de henna, e muitos outros artistas de rua. Há, também, homens com trajes tradicionais que vendem água, mas o seu verdadeiro negócio são as fotografias tiradas por turistas. Queres fotografar? Tens de pagar. Contudo, a verdade é que nunca apanhei por lá nenhum.

À noite, a Jemaa el-Fnaa ganha ainda mais vida, transformando-se num festival gastronómico ao ar livre. Dezenas de bancas surgem onde antes havia pavimento despido, prontas para servir a típica comida marroquina. Há áreas com mesas e cadeiras, por isso é só questão de se encontrar um lugar para sentar.

A praça também está rodeada de restaurantes e cafés, e alguns têm terraços com excelentes vistas panorâmicas. Há opções para todas as carteiras e, ao pôr-do-sol, o cenário é de cortar a respiração. Em especial se as Montanhas do Atlas estiverem com neve. É, portanto, o lugar perfeito para beber um chá de hortelã e apreciar o momento.

Praça Jemaa el Fnaa 01 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido
Praça Jemaa el Fnaa 02 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

2. Os souks (mercados) são a alma de Marraquexe

Os souks (سوق) são os mercados tradicionais do Norte de África, onde podemos encontrar de tudo um pouco. Em Marraquexe, temos desde tapetes e lanternas de metal trabalhado, até especiarias e produtos de beleza com óleo de argão.

É aqui que os marroquinos fazem as suas compras, mas é com os turistas que os comerciantes tentam fazer o melhor negócio. Os preços para os visitantes estão sempre inflacionados, e negociar faz parte da cultura local. Se não o fizermos, sem dúvida que vamos pagar duas vezes o preço justo.

Os souks estão organizados por ofícios ou tipo de produto, por isso cada secção tem a sua própria especialidade. No total, são cerca de 18 mercados diferentes, que contam com 2500 artesãos, e os mais novos são sobretudo treinados pelos mais velhos. Aqui ficam alguns:

  • Souk Semmarine: o maior e mais importante, dedicado principalmente a têxteis e vestuário;
  • Souk Sebbaghine: o local da tinturaria e onde há tecidos recém-tingidos a secar ao sol;
  • Souk Attarine: especializado em especiarias e condimentos;
  • Souk Smata: famoso pelos sapatos tradicionais marroquinos;
  • Souk Cherratin: dedicado a produtos em pele;
  • Souk Zrabia: especializado principalmente em tapetes, e alguns produtos em cerâmica;
  • Souk Dhabia: famoso pelas suas jóias e bijuterias;
  • Souk Haddadine: onde estão os objectos em ferro, como candeeiros e bules.
Souks Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

Palácios, mesquitas, e monumentos históricos de Marraquexe

Marraquexe tem uma rica história, reflectida sobretudo nos seus palácios e monumentos. Fundada em 1071, foi capital durante os dois séculos seguintes, fazendo dela uma das quatro cidades imperiais de Marrocos (a par com Fez, Meknès e Rabat). É igualmente o símbolo do poder das dinastias Almorávida e Almóada – esta última com grande influência na Península Ibérica, em especial no que é hoje a região espanhola da Andaluzia.

3. Palácio Bahia

Construído no final do século XIX, o Palácio Bahia (قصر الباهية) tem uma história e uma arquitectura muito interessantes. Foi construído ao longo de mais de 10 anos, em estilo árabe-andaluz, pelo grão-vizir Si Moussa, na década de 1860.

Em 1894, o Palácio ficou na posse de Ba Ahmed, um antigo escravo, logo após se tornar grão-vizir. Foi Ahmed quem converteu um dos pátios num harem, e ampliou o Palácio Bahia sem grandes planos. Como resultado, a distribuição das divisões e dos pátios ficou algo desorganizada. No total, o Palácio tem 150 divisões que se abrem para diversos pátios interiores.

Hoje em dia, a família real marroquina usa o Palácio Bahia quando se encontra em Marraquexe. Podemos visitar uma (pequena) parte do Palácio, enquanto que o resto do espaço não é aberto ao público.

Mas é importante referir que todos os quartos estão vazios, sem qualquer mobiliário. No entanto, a beleza está mesmo na arquitectura, tanto das paredes como do tecto, que são impressionantes, com detalhes lindíssimos.

Palácio Bahia Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

4. Palácio El Badi

Embora hoje se encontre em ruínas, o Palácio El Badi (قصر البديع) ainda conserva vestígios da sua antiga grandeza. Este palácio foi construído no século XVI pelo sultão saadiano Ahmad Al Mansur, com o propósito de comemorar a vitória na Batalha de Alcácer-Quibir (معركة القصر الكبير). Sim, essa mesmo, a Batalha dos Três Reis que causou a crise de sucessão em Portugal, com o desaparecimento do rei D. Sebastião.

Considerado um dos palácios mais majestosos daquela altura, a sua construção foi, aliás, largamente financiada pelo dinheiro pago pelos portugueses para resgatar os nobres feitos prisioneiros após a batalha.

Mas com a queda da dinastia Saadiana, este esplêndido palácio acabou por entrar em decadência. Mouley Ismail, o sultão da dinastia Alauita que se seguiu (e que se mantém até aos dias de hoje, com o Rei Muhammad VI), despiu o edifício e usou os materiais noutros locais, especialmente na cidade de Meknès.

Ainda assim, apesar de pouco mais restar do que um amplo pátio cercado por muros altos, penso que o Palácio El Badi tornará mais rico qualquer roteiro por Marraquexe.

5. Túmulos Saadianos

Após ter mandado construir o Palácio El Badi que vimos anteriormente, o sultão Ahmad Al Mansur transformou uma necrópole no que é hoje conhecido como os Túmulos Saadianos (ضريح السعديين). São cerca de 60 os membros da dinastia Saadiana que por aqui se encontram.

Para a construção deste luxuoso complexo de túmulos, Al Mansur não poupou despesas, importando mármore italiano de Carrara e usando ouro puro em vários pontos decorativos.

Algumas décadas após a morte de Al Mansour, o sultão Alauita Moulay Ismail cercou os Túmulos Saadianos para manter os seus antecessores longe da vista. O mausoléu caiu no esquecimento até que, durante o protectorado francês, foi redescoberto através de fotografias aéreas, já em 1917.

A arquitectura do período Saadiano é extremamente elaborada e utiliza a mais nobre matéria-prima. Assim, a ornamentação dos Túmulos Saadianos e de todos o espaço envolvente impressiona pelo seu trabalho minuciosos e atenção aos detalhes. Se conseguires, vai logo à abertura ou ao final do dia, alturas em que há menos pessoas a visitar este lugar tão especial.

6. Madraça Ben Youssef

A Madraça Ben Youssef (مدرسة ابن يوسف) é uma antiga escola islâmica, onde o estudo se centrava no Alcorão. Foi primordialmente fundada durante a dinastia Merínida, tendo recebido o nome do sultão Almorávida Ben Youssef, que reinou entre 1106 e 1142.

Em tempos, esta madraça foi um dos centros teológicos mais importantes do Norte de África. Na segunda metade do século XVI, ficou apta para receber 900 estudantes, distribuídos por 132 quartos nos dois pisos ao redor do pátio interior. Mais tarde, teve obras durante a dinastia Saadiana, que a transformaram no edifício que podemos ver actualmente.

Acabou por encerrar enquanto escola em 1960, estando hoje aberta ao público (e ainda bem para nós). Esta madraça é uma obra-prima da arquitectura islâmica. Os seus pátios, decorados com azulejos intrincados e estuque esculpido são um deleite para qualquer visitante.

7. Mesquita Kouboubia

A Mesquita Koutoubia (جامع الكتبية) é a maior mesquita de Marraquexe e chegou a ser uma das maiores do mundo ocidental aquando da sua construção. O seu minarete (a torre de onde é feita a chamada para a oração) tem um total de 77 metros e é visível de quase todos os pontos da cidade.

A mesquita que vemos actualmente foi construída em 1147, durante a dinastia Almóada, e serviu de modelo para a Giralda, no que é hoje a Catedral de Sevilha, assim como para a Torre de Hassan, em Rabat.

No entanto, a mesquita original, da qual os alicerces ainda estão visíveis, foi construída durante a dinastia Almorávida. Os Almóadas não estavam de acordo em relação à direcção que as mesquitas deviam tomar, pelo que destruíram e reconstruíram grande parte das mesquitas Almorávidas.

Já o seu nome, Koutoubia, quer dizer algo como Mesquita dos Livreiros, fazendo referência a um mercado de vendedores e negociantes de manuscritos que antigamente se estabeleciam à sua volta.

Como em qualquer mesquita em Marrocos, com excepção da Mesquita Hassan II, o seu interior é vedado a não-muçulmanos. Mas o exterior da mesquita, assim como os seus jardins circundantes, merecem uma visita.

Mesquita Koutoubia 01 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido
Mesquita Koutoubia 02 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

Passear nos vários jardins e espaços verdes de Marraquexe

Para quem procura um momento de (relativa) tranquilidade, Marraquexe conta com vários jardins encantadores. Alguns são locais públicos, de acesso livre, enquanto outros têm um custo. Em boa verdade, “tranquilidade” não se encontra facilmente nesta cidade, nem mesmo nos seus jardins. Mas, ainda assim, estes são alguns dos espaços verdes que merecem a nossa atenção.

8. Jardim Majorelle

O Jardim Majorelle (Jardin Majorelle) é, sem dúvida, um dos locais mais populares de Marraquexe. Talvez pelo azul tão característico do edifício principal ou pela magnífica colecção de cactos, este espaço está quase sempre cheio. É comum haver filas para entrar e, neste momento, até é aconselhável comprar os bilhetes online com antecedência e hora marcada.

Criado inicialmente por Jacques Majorelle, pintor francês que se estabeleceu em Marraquexe em 1919, o jardim conta com uma grande diversidade de plantas, desde cactos a bambu, passando por plantas aquáticas. Em 1980, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé compraram o Jardim Majorelle. Restauraram-no conforme o original, e novas plantas foram sendo adicionadas.

É possível visitar apenas o Jardim Majorelle mas, para mim, o melhor é o Museu de Artes Berberes. Os objectos aqui expostos demonstram a riqueza e a diversidade da cultura Imazighen, os povos do Norte de África cuja presença nesta região antecede a conquista árabe do século VII.

Jardim Majorelle 03 Marraquexe Marrocos
Jardim Majorelle 05 Marraquexe Marrocos

9. Cyber Parc Arsat Moulay Abdeslam

O Cyber Parc Arsat Moulay Abdeslam é um parque que se encontra relativamente próximo da praça Jemaa el-Fnaa. Apesar do seu nome moderno, as origens deste parque remontam ao século XVIII, tendo sido mandado construir pelo Príncipe Moulay Abdeslam.

Em 1920, durante o protectorado francês, o parque foi ampliado, mas acabou por ser neglicenciado nas décadas seguintes. Após um processo de reabilitação, abriu novamente ao público em 2005, tendo-se tornado num local para caminhadas, mas também para descoberta das tecnologias da informação e comunicação.

Por iniciativa da Princesa Lalla Hasnaa, e com o apoio da Maroc Telecom, o parque disponibiliza internet de forma gratuita. Para além disso, junto à entrada encontra-se o Museu das Telecomunicações, que conta a história das telecomunicações em Marrocos, desde a instalação do primeiro telefone em Tânger, em 1883.

10. Jardim Secreto

O Jardim Secreto (Le Jardin Secret) abriu há menos de 10 anos e tem-se tornado num dos locais mais apetecíveis de Marraquexe. Mas ainda tem a vantagem de não ser tão visitado quanto o Jardim Majorelle, e o custo de entrada também é mais reduzido.

As origens do Jardim Secreto remontam à segunda metade do século XVI, quando o sultão saadiano Moulay Abd-Allah começou a urbanizar o que é hoje o bairro de Mouassine. O jardim, assim como o edifício que o acompanha, trocaram de mãos algumas vezes, até terem ficado ao abandono por volta de 1934. Foi apenas em 2008 que surgiu a ideia de restaurar este espaço, empreendimento que demorou 8 anos até ser concluído.

Os espaços verdes do Jardim Secreto estão hoje divididos num jardim exótico e num jardim islâmico. O jardim exótico conta com plantas de diferentes partes do mundo. Já o jardim islâmico é apresentado como uma metáfora do paraíso, onde a sombra das árvores e a intimidade do espaço são propícias ao relaxamento e à contemplação.

11. Jardins da Menara

Um pouco mais afastados do centro da cidade, os Jardins da Menara (حدائق المنارة) são um dos locais mais calmos de Marraquexe. Com um lago no centro e tendo as Montanhas do Atlas como pano de fundo, este é um dos espaços favoritos dos habitantes locais para um passeio de fim-de-semana, e até mesmo para piqueniques.

A criação dos Jardins da Menara remonta ao século XII. Todavia, o pavilhão que se encontra numa das pontas do lago artificial foi construído mais tarde, já no século XVI, tendo a sua forma apenas estabilizado em 1866.

Os jardins reais marroquinos, como é o caso dos Jardins da Menara, foram concebidos tendo primeiro em mente um propósito agrícola, sendo o seu lado recreativo apenas secundário. Assim, tanto o pequeno pavilhão como o lago artificial estão rodeados de pomares e oliveiras.

Jardins de Menara Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido

3 locais (extra) a conhecer fora da cidade de Marraquexe

Havendo mais tempo, vale a pena fazer algumas visitas de um dia a partir de Marraquexe. A oferta é muita, e há opções para todos os bolsos. Todos relativamente próximos de Marraquexe, estes três locais são perfeitos para passar um dia fora da cidade, e regressar a ela com outros olhos.

Vale de Ourika

Ir até ao Vale de Ourika é, talvez, uma das actividades mais populares para quem vai a Marraquexe. Percorrendo o curso do rio Ourika (نهر أوريكا), aqui conseguimos admirar de perto a beleza natural do Alto Atlas, com as suas imponentes montanhas e belíssimas cascatas.

Setti-Fatma (ست فاطمة) é o última pequena povoação acessível através da estrada pavimenta, pelo que é o ponto de partida para visitar, a pé, algumas das cascatas – sempre com calçado confortável. A caminhada mais fácil, sempre serpenteando a montanha, dá-nos acesso a uma primeira cascata. A água é gelada, mas a paisagem é muito especial.

Setti Fatma 01 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinido
Setti Fatma 02 Marraquexe Marrocos Mundo Indefinid

Cascatas de Ouzoud

As Cascatas de Ouzoud (شلالات أوزود), na região montanhosa entre o Médio e o Alto Atlas, são as cascatas mais altas do Norte de África, com mais de 100 metros de altura. A viagem desde Marraquexe até lá demora cerca de 3 horas, pelo que o melhor será sair cedo.

Em dias de maior calor, pode apetecer dar um mergulho. No final das cascatas forma-se uma piscina natural que nos convida a testar as águas. Nas zonas circundantes encontramos, ainda, os curiosos macacos-de-gibraltar, uma espécie que infelizmente se encontra em perigo de extinção.

Deserto de Agafay

Embora não seja comparável ao Erg Chebbi (عرق الشبي), característico pelas ter das dunas mais altas do Saara, o Deserto de Agafay (صحراء أكفاي) é perfeito para quem tem menos tempo.

Agafay está coberto por pedras e rochas mas encontra-se a apenas 30 quilómetros de Marraquexe, e é de fácil acesso. Há diversas agências a oferecer viagens de um dia, com direito a pôr-do-sol e jantar.

Este deserto teve um papel extremamente importante nas antigas rotas comerciais que ligavam Marraquexe às regiões vizinha, tendo sido um ponto de paragem para caravanas de mercadorias. Possui, ainda, um oásis com eucaliptos, oliveiras e videiras.

Considerações finais sobre Marraquexe

Marraquexe é uma cidade que precisa de ser vivida com todos os sentidos. Os seus cheiros, cores, sabores e sons criam uma experiência que fica para sempre na memória.

Mas o encanto de Marraquexe não está apenas nos monumentos ou pontos de interesse, mas sim nos pequenos momentos: uma conversa com um comerciante local, um magnífico pôr-do-sol num dos terraços da Jemaa el-Fnaa, ou o simples acto de deambular pelas ruelas da medina.

Marraquexe não é a minha cidade preferida em Marrocos – esse título pertence a Rabat – mas é um local ao qual volto sem hesitar. Quando lá fores, talvez me encontres num pequeno café, a observar a movimentação das ruas enquanto bebo um chá de hortelã.

Guia prático

Como chegar

Existem voos directos de Lisboa e do Porto para Marraquexe, operados por diversas companhias aéreas, incluindo companhias de baixo custo. O aeroporto encontra-se a cerca de 5 quilómetro do centro da cidade, e existem tanto táxis como autocarros. O autocarro 19 parte de 20 em 20 minutos e termina na Jemaa el-Fnaa, operando todos os dias da semana entre as 6h30 e as 23h30. Muitos dos alojamentos também oferecem serviço de transporte.

Alojamento

Marraquexe tem imensos alojamentos por onde escolher. Da primeira vez que fui a Marraquexe fiquei mais afastada do centro da cidade, no Wazo Hotel.

No entanto, recomendo ficar na zona da medina (centro histórico), especialmente num riad. São habitações típicas marroquinas, fechadas para o exterior e com um pátio interior central, com azulejos, fontes e jardins. Aconselho o Riad Farhan, que é extremamente bonito, ou o Riad 117. Uma opção mais em conta é o Dar Daoud.

Alojamento em Marraquexe

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